Os dentes decíduos, popularmente chamados de dentes de leite, podem
estar presentes na vida da criança a partir dos seis meses de idade.
Estes possuem um ciclo biológico curto,
permanecendo na cavidade bucal por volta de 10 anos. Ou seja, comparando com um
dente permanente, o decíduo está presente na boca por um tempo muito menor.
Além disso, se não houver nenhuma anomalia de desenvolvimento, o dente decíduo
deverá ser o sucedido por um permanente.
Considerando esses pontos, frequentemente
ouve-se o seguinte questionamento em relação aos dentes decíduos por parte de
profissionais da área da Odontologia, pacientes e familiares: “Como os dentes
decíduos permanecem pouco tempo na boca e são substituídos pelos permanentes, por
que devemos preservá-los e tratá-los?” O ideal seria que essa pergunta fosse
respondida da seguinte maneira: “Embora os dentes decíduos tenham o ciclo
biológico curto, devem permanecer na cavidade bucal para desempenhar funções,
como estética, fonética, deglutição, mastigação e oclusão”. Por exemplo, uma
criança com três anos e perda precoce dos incisivos centrais superiores
apresentará grande prejuízo para sua estética e pode ter alterações
comportamentais decorrentes desse comprometimento. Além disso, terá
dificuldades para mastigar devido à falta desses elementos.
A língua poderá passar a ocupar um
posicionamento inadequado, alterando a oclusão e a fonética. Outro caso muito
frequente ocorre quando há perda precoce dos segundos molares decíduos. Com isso,
o primeiro molar permanente mesialisa, ocupando o espaço que será sucedido pelo
segundo pré-molar permanente. Ou seja, o desenvolvimento do sistema
estomatognático e a qualidade de vida da criança ficam comprometidos.
Fica claro, portanto, que a manutenção dos
dentes decíduos no arco dentário até a época mais próxima da esfoliação é de
extrema importância para o desenvolvimento geral e da cavidade bucal da
criança.
Entretanto, muitas vezes alguns profissionais da
área de Odontologia e familiares da criança têm dificuldade de entender essa
importância. Por isso, cabe ao dentista que atende crianças, principalmente ao
Odontopediatra, a conscientização da importância dos dentes decíduos, para
poder orientar, da melhor forma, os seus colegas e a família do paciente.
Desde a prevenção até tratamentos endodônticos
poderão e deverão ser realizados para que o ciclo biológico do dente decíduo se
complete. Caso seja inevitável a exodontia, um mantenedor de espaço estético e
funcional deverá ser indicado. Não se pode esquecer que não tratar dentes de
leite cariados ou com comprometimento endodôntico também afeta e, até mesmo,
interrompe o desenvolvimento do sucessor permanente.
A Odontopediatria é a especialidade que cuida do
bebê até a adolescência, ou seja, acompanha todo o desenvolvimento da cavidade
bucal da criança e preza pela integridade dos dentes decíduos. Dessa forma,
deve partir dos Odontopediatras a valorização dos dentes decíduos dentro da
Odontologia. Esses profissionais são responsáveis por educar sobre a
importância em preservar esses dentes e fazer com que a criança tenha um
desenvolvimento saudável da cavidade bucal.
Referências
1. Guedes-Pinto AC. Odontopediatria: São Paulo:
Editora Santos, 2010, 8a edição.
2. Correa MSNP. Odontopediatria na primeira
infância. Editora Santos, 2011, 3a edição
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